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SOBRE

Sarah Abdala alça novos voos com o álbum “Oeste”, lançado pelo selo Rock It!. Goiana radicada no Rio de Janeiro, a cantora e compositora apresenta canções etéreas, embebidas em sensações. Para achar oeste é preciso ter um norte, e é nessa busca que Sarah leva o ouvinte em seu segundo trabalho.

 

O álbum vem para sedimentar uma trajetória iniciada com “Futuro Imaginário”, lançado em 2014. A estreia apresentou ao público sua sonoridade calcada em MPB e rock alternativo, explorando arranjos bem elaborados para composições colecionadas ao longo dos anos. O disco logo ganhou os palcos e rendeu a bagagem necessária para a construção de uma nova etapa na trajetória de Sarah, já repleta de capítulos significantes.

 

Na efervescente cena de Goiânia, Sarah Abdala integrou a banda iOye! (2008-2011), com quem participou de festivais como Vaca Amarela e Kizombeat, na Argentina. Uma virada viria ao lado do Theremin, projeto que a levou à vitória do reality show musical Geléia do Rock, do canal Multishow/Globosat, em 2011. Desde então, a artista reside no Rio de Janeiro e soma parcerias ao lado de nomes como Gabriel Bubu, Ricardo Dias Gomes, Gustavo Benjão, Lucas Vasconcellos e Dado Villa-Lobos, que marcam presença como convidados especiais em “Futuro Imaginário”.

 

Com “Oeste”, surge uma compositora mais à vontade para explorar sensações, sentimentos e nuances tanto instrumentais quanto poéticas. A crueza, a intensidade e a eletricidade dessas músicas são conduzidas pelos sintetizadores e pela guitarra, instrumentos que são a espinha dorsal de toda a sonoridade do álbum. A atmosfera é intimista e climática, sem medo de explorar o silêncio e o ruído. Neste sentido, os dois discos contrastam entre si. “Futuro Imaginário” explora sonoridades mais complexas e densas, enquanto em “Oeste”, menos é mais.

 

“Acho que as composições amadureceram. O primeiro trabalho era uma compilação de músicas que eu tinha feito ao longo dos anos, até em outras bandas, daí juntei tudo e fiz um disco de estreia. ‘Oeste’ foi um disco que eu tinha um conceito claro do que eu queria. Eu sabia como queria fazer, desde a parte instrumental até o que eu queria contar com as músicas. É um disco bem diferente, tanto instrumentalmente quanto no conceito, apesar de os dois terem sempre uma parte muito forte da minha identidade musical. O formato novo surgiu desde o primeiro momento em que pensei em fazer o segundo disco. Em não ter uma banda tradicional, com baixo, bateria, mas fazer algo que se sustentasse como canção. Que se eu pegasse uma música e fizesse na guitarra, as canções falassem mais do que ter uma banda gigante, com arranjos e arranjos”, explica a cantora.

 

Sarah Abdala não precisa de muito para contar uma história. Embora o minimalismo das faixas seja marcante, do título à masterização final, a natureza imagética de cada letra expõe veias e feridas. Se “Oeste” se relaciona fortemente com o conceito de lugar e origens, cada uma dessas canções se torna universal, podendo ser sobre qualquer paragem onde haja “terra vermelha” ou uma “vista desde la ventana”.

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